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Prótese de silicone na mama – Por onde? Aonde? Quando retirar pele?

Aréola: A inclusão dos implantes (próteses de silicone) através das aréolas é feita, geralmente, por uma incisão (corte) em forma de meia-lua, acompanhando a linha de transição de cor entre a aréola e a pele da mama na sua porção inferior. Outra possibilidade é realizar um corte horizontal e reto que circunda ou atravessa o mamilo. Esta técnica é bem menos frequente. Para que não haja dificuldade na introdução dos implantes, a aréola deve medir, pelo menos, 3,5 cm de diâmetro se forem utilizados implantes de até 300 ml ou 4 cm de diâmetro para os implantes com mais de 300 ml. A glândula mamária sempre será seccionada para que seja possível adaptar os implantes mais profundamente. Esta secção pode, em alguns casos, durante o período da amamentação, causar aprisionamento do leite produzido numa pequena região da porção inferior da mama, gerando dor e endurecimento local. A cirurgia não interfere na liberação do leite pois os canais que drenam o leite aos mamilos permanecem intactos. Sendo assim a amamentação não é prejudicada. A cicatriz final fica muito bem oculta pois localiza-se exatamente na transição de cor. Aréolas extremamente claras ou pequenas não são, portanto, escolhas ideais para este método.

Sulco submamário: Neste caso são feitos cortes de aproximadamente 4 cm na porção central do sulco natural que limita as mamas do abdome. Este acesso permite introduzir os implantes sem seccionar a glândula mamária. A incisão de 4 cm pode ser ampliada em até 1 cm se for necessário sem grande prejuízo estético, facilitando a introdução e o correto posicionamento dos implantes. Como não se secciona a glândula, não há qualquer prejuízo à lactação ou amamentação.

Axila: Incluir os implantes (próteses) pela axila é a opção para as mulheres que rejeitam cicatrizes nas mamas. Neste caso, a cicatriz resultante fica localizada numa prega natural da axila. A cirurgia é um pouco mais trabalhosa em virtude da distância entre a axila e o sulco submamário (que precisa ser atingido na dissecção). Esta técnica também dificulta o uso de implantes de formato anatômico em virtude da dificuldade de manipulação. O pós-operatório é um pouco mais doloroso. A cicatriz geralmente se apresenta com ótimo aspecto, embora seja visível por estar numa área exposta.

Acesso direto: quando há a necessidade de retirada de pele, o cirurgião experiente pode, previamente, demarcar a área de ressecção cutânea. Assim, pode seguramente introduzir os implantes através de qualquer incisão posicionada no interior da área demarcada, facilitando a introdução do mesmo já que podem ser utilizadas incisões mais longas sem prejudicar a forma e as cicatrizes finais.

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