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Como funciona a expansão de tecido na cirurgia plástica?

expansão de tecido é um procedimento cirúrgico, relativamente simples, que permite ao paciente “gerar” uma pele extra, usada na reconstrução de praticamente todas as partes do corpo humano. Para isso, utiliza-se um balão expansor de silicone, que é inserido sob a pele próxima à área a ser reparada. Posteriormente, o local é preenchido com água salina e, desse modo, a pele é esticada e cresce.

A expansão de tecido pode ser feita em homens e mulheres, entretanto, sendo mais comum para a reconstrução de mamas após a sua retirada. O procedimento também é capaz de reparar pele danificada devido a defeitos congênitos, traumas, acidentes ou intervenções estéticas.

De acordo com pesquisas históricas, a primeira expansão de tecidos foi realizada por Neumann, em 1957, ao reconstruir o polo superior da orelha, por meio de um cateter uretral, inflado com ar. No entanto, a expansão de tecido só ganhou notoriedade em meados da década de 1970, com Radovan, com um trabalho sobre reconstrução mamária.

Os primeiros expansores de mama surgiram como uma alternativa para os retalhos autólogos, oferecendo maior cobertura de tecido. O intuito era reconstruir as mamas com um implante definitivo, isto é, com uma expansão tecidual que comporte o volume de uma prótese.

Como consequência, os implantes-expansores foram criados, com o objetivo de oferecer um bom resultado de forma e volume de mama, apenas com uma operação, sem necessidade de prótese. Na década de 1980, Hilton Becker descreveu que o expansor poderia ser deixado como implante, quando atingisse o volume desejado.

Quando a expansão de tecido é recomendada?

Além de reparar e reconstruir as mamas, a expansão de tecido é um procedimento que pode substituir áreas danificadas do couro cabeludo, rosto, pescoço, mãos, braços e pernas. A cirurgia é mais difícil na região das costas, tronco e locais onde a pele é espessa.

Caso a área afetada estiver severamente danificada ou com cicatrizes, a expansão de tecidos pode não ser uma opção viável, já que o pré-requisito para a cirurgia é a presença de pele saudável.

A expansão de tecido tem muitas vantagens, em comparação ao enxerto de pele. Em primeiro lugar, o procedimento de expansão fornece ao paciente uma combinação quase perfeita do tecido, em relação à cor e textura. Segundo, porque a pele irá se manter ligada à área doadora de sangue e nervo, com minimização dos riscos de necrose.

Outra vantagem é a presença de cicatrizes quase imperceptíveis. Contudo, para alcançar os resultados desejados, é preciso esperar o tempo necessário para o crescimento da pele adicional. Dependendo do local de reconstrução, o período de recuperação é de três a quatro meses.

Assim, a expansão de tecido é indicada para os seguintes pacientes:

  • Crianças, adultos, jovens e idosos;
  • Pacientes que necessitam de pele adicional;
  • Pacientes sem patologias arriscadas, que dificultam a cicatrização;
  • Não fumantes.

O que é preciso saber antes da expansão de tecido?

Como qualquer cirurgia, a expansão de tecido pode ter alguns riscos. Um dos problemas mais comuns é o vazamento do expansor de silicone usado no procedimento, enquanto está no corpo. Os expansores são testados com rigorosos controles de qualidade, mas sempre há risco de vazão.

Caso ocorra o rompimento do expansor, a solução salina é absorvida pelo organismo, sem causar danos ao paciente. Em seguida, o expansor é substituído, em um procedimento cirúrgico rápido e pequeno.

Somente uma pequena quantidade de pessoas desenvolve infecções ao redor do expansor. Esse tipo de situação pode acontecer em qualquer momento, porém, na maioria das vezes ocorre após a inserção do expansor. Em casos de infecções, o paciente é medicado e, somente após o desaparecimento da infecção, um novo expansor é inserido.

Para se preparar para a cirurgia é imprescindível seguir as recomendações médicas. Por essa razão, é fundamental consultar um especialista, antes de se submeter ao procedimento.

Normalmente, as principais indicações dizem respeito ao que comer e beber, tomar e evitar certos tipos de medicamentos. Para os fumantes, o recomendável é que permaneçam sem fumar por, pelo menos, duas semanas antes e após a cirurgia. Isso porque o cigarro diminui a circulação sanguínea na pele, comprometendo a eficácia de cicatrização, bem como os resultados do procedimento cirúrgico.

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