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Cirurgia plástica reparadora: o que é e quando ela é indicada

Já falamos anteriormente aqui no blog como o Brasil é um dos líderes no ranking de países que mais buscam cirurgias plásticas. Essa constante busca por procedimentos estéticos gera um grande movimento nos hospitais e clínicas de beleza. Por outro lado, isso também gera uma grande quantidade de informações circulando por aí, sendo transmitidas entre os próprios pacientes, seja em uma busca na internet ou no boca a boca. Nesse contexto, algumas confusões podem acontecer.

Quando falamos de cirurgia plástica, por exemplo, nos deparamos com diversos termos diferentes e vários tipos de procedimentos disponíveis, o que pode ser um pouco confuso para muitas pessoas. Um desses casos é a cirurgia plástica reparadora.

Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o número de cirurgias plásticas reparadoras cresce a um ritmo mais acelerado do que as cirurgias estéticas no Brasil. Isso mostra uma demanda crescente por esse tipo de procedimento, que, hoje, já é aceito por grande parte dos planos de saúde. Mas você sabe a diferença entre os dois?

Diferenças entre cirurgias estéticas e reparadoras

Basicamente, o ramo da cirurgia plástica se divide em, ao menos, duas grandes áreas: os procedimentos estéticos e os reparadores. Mas o que muda de um para o outro?

As intervenções estéticas geralmente são aquelas consideradas opcionais. Ou seja, o paciente escolhe passar pelo procedimento por algum motivo pessoal, normalmente ligado a alguma insatisfação com a aparência, buscando correção de imperfeições ou de formas e contornos que o incomodem, por exemplo.

Por outro lado, a cirurgia plástica reparadora tem como objetivo principal consertar incorreções ou deformidades, congênitas ou adquiridas, no corpo do paciente, que possa vir a trazer algum comprometimento para a sua saúde ou bem-estar.

Como o próprio nome já diz, esse tipo de intervenção cirúrgica tem papel reparador e busca restabelecer em ordem de prioridade a função, o volume e a forma de alguma parte do corpo do paciente.

Em que casos é indicada

A cirurgia plástica reparadora é fundamental em inúmeras situações, como na recuperação de pessoas que sofreram acidentes, que são vítimas de alguma doença ou que padecem de problema congênito e, por consequência, acabam comprometendo a função ou a forma de áreas ou segmentos do corpo.

Para se ter uma ideia, de acordo com o estudo feito pela SBCP que citamos há pouco, o que impulsionou o aumento das cirurgias reparadoras no Brasil foram os casos de câncer de pele, as cirurgias de reconstrução da mamas após tratamento de tumores e as cirurgias plásticas para remoção de excesso de pele após grandes reduções de peso decorrentes das cirurgias de redução de estômago

Sendo assim, confira alguns casos em que a cirurgia plástica reparadora pode ser indicada:

1. Câncer de Pele

Em muitos casos, a remoção de câncer de pele pode resultar em cicatrizes ou deformações em partes do corpo do paciente. Desse modo, a cirurgia reparadora da pele ajuda a reduzir o trauma ao máximo, buscando deixar a aparência e a integridade da área afetada o mais próximo possível do original.

2. Reconstrução Mamária

Como parte do tratamento contra o câncer de mama, muitas mulheres têm que se submeter à retirada total ou parcial das mamas. Obviamente, isso causa não somente sequelas físicas, como também acarreta em traumas psicológicos para as pacientes.

Uma das cirurgias plásticas reparadoras mais conhecidas é justamente a reconstrução das mamas, ajudando na superação do diagnóstico e na recuperação da autoestima das mulheres.

3. Queimaduras

Pessoas que sofreram queimaduras mais graves podem passar por procedimentos reparadores. Isso porque, ao contrário de lesões mais leves, a pele fica muito sensível, não se reconstituindo perfeitamente e ficando com a aparência e a elasticidade comprometidas, o que, mais um vez, traz abalos para o paciente.

Assim, a cirurgia é indicada para reconstruir a área danificada e recuperar suas funções, além de auxiliar na recuperação psicológica.

4. Cirurgias Bariátricas

Uma das consequências da grande perda de gordura que esse tipo de intervenção causa é o excesso de pele em diversas regiões do corpo, como abdômen, pernas e braços. Além de consequências estéticas, essas “sobrinhas” podem causar desconforto, problemas de higiene pessoal e doenças cutâneas.

Nesse caso, o paciente pode ser submetido a cirurgias plásticas reparadoras para retirada do excesso de pele e gordura localizada, além de redefinir contornos.

 

Outros casos em que a intervenção cirúrgica reparadora pode ser indicada são a retirada de pintas e sinais, uma vez que podem se tornar tumores malignos, redução de cicatrizes e reconstrução de pacientes com lábio leporino, por exemplo.

Como toda cirurgia, as intervenções reparadoras possuem risco e o paciente deve estar ciente disso e cumprir todas as etapas, além de contar com o acompanhamento de profissionais capacitados para isso.

Vale lembrar que toda e qualquer cirurgia, inclusive as cirurgias plásticas, estéticas ou reparadoras, deixam cicatrizes. Cirurgias maiores e mais complexas deixam cicatrizes maiores e procedimentos menores e mais simples deixam cicatrizes menores.

Esta diferenciação entre cirurgias estéticas e reparadoras é ilustrativa. A cirurgia plástica deve ser tratada como um todo e não de forma segmentada. Os conceitos e técnicas usados, independente dessa diferenciação, se completam e se contemplam, e são tanto usados na estética quanto na reparadora.

E você? Já realizou alguma cirurgia plástica reparadora? Acredita que há necessidade de alguma intervenção do tipo? Compartilhe conosco suas dúvidas e experiências.

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