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Autoestima: O papel do cirurgião plástico com o seu paciente

Antes de mais nada, um médico especialista em cirurgia plástica é graduado em Medicina, curso que dura cerca de seis anos. Após a graduação, ele passa por mais dois anos em residência focada em cirurgia geral e mais três em cirurgia plástica.

Em outras palavras, o cirurgião plástico passa, no mínimo, onze anos estudando para aprimorar e aperfeiçoar os conhecimentos que tem sobre a sua área. São mais de catorze mil horas de estudo e treinamento. Dedicação pura!

Eu sei que a satisfação do paciente com a sua cirurgia plástica não vai depender apenas da experiência do profissional, mas é impossível não concordar com o fato de que, quanto mais conhecimento ele tem, menores são os riscos de alguma complicação durante a intervenção.

Outro ponto bem importante a ser analisado é saber se o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o único órgão que concede o título de especialista homologado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

E A AUTOESTIMA DO PACIENTE? ONDE ENTRA?

Frases como “você precisa gostar mais de você mesmo” ou “você precisa melhorar essa sua autoestima” parecem simples para quem fala. Porém, o que essas pessoas não sabem é que algumas coisas são muito mais fáceis de falar do que colocar em prática.

Há algumas pessoas que não enxergam todos os seus feitos e conquistas pelo simples motivo de não se sentirem bem consigo mesmas – e isso acontece não porque elas querem, mas porque elas realmente não conseguem.

Detalhes como um busto pequeno ou uma orelha de abano podem – e muito – interferir na qualidade de vida de alguém. Por isso é sempre bom enfatizar a questão de que pequenas mudanças fazem, sim, grandes diferenças.

Hoje em dia, o acesso a cirurgias plásticas é bem mais viável do que quando a prática começou no Brasil. Na realidade, no início da prática cirúrgica, o objetivo era apenas reparar as imperfeições que a pessoa apontava. Não se pensava em benefícios que isso causaria na beleza, bem-estar e autoestima do paciente.

Felizmente, com a mudança de pensamento da sociedade e conscientização sobre as questões sobre o psicológico afetar, de fato, a qualidade de vida, esse objetivo da intervenção cirúrgica também mudou.

Hoje, o cirurgião plástico tem o trabalho de mostrar ao seu paciente que o “normal” e o “mais bonito” são apenas mudanças sutis em seu corpo. O que vai mudar, mesmo, é a forma como ele irá se enxergar diante do espelho. Ali, a sua valorização será cada vez maior e, como consequência, o seu bem-estar e qualidade de vida também.

A CIRURGIA PLÁSTICA VAI ALÉM DA TRANSFORMAÇÃO FÍSICA!

Com todos esses pontos, podemos concluir que a cirurgia, para quem a procura, não é só uma transformação física – na verdade, essa é a parte mais sutil de todo o processo. O que está em jogo é a transformação da personalidade e da atuação das pessoas no mundo, características bem maiores e importantes para esses seres humanos.

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