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1ª cirurgia plástica: quando posso fazer

Para descobrir com qual idade é possível fazer a primeira cirurgia plástica, acompanhe este artigo. Você perceberá que, dependendo do procedimento, a maioridade nem sempre é necessária. Confira!

Quais são as idades indicadas para fazer diferentes tipos de plásticas?

Não existe uma norma que determine a idade mínima para se submeter a uma cirurgia plástica. O importante é avaliar cada caso individualmente.

Alguns procedimentos corretivos são realizados em menores de idade (sempre acompanhados dos pais ou responsáveis). São exemplos:

  • lábios leporinos e fendas palatinas: o intuito, além de harmonizar a aparência, é normalizar a função da boca e a capacidade de comer, falar, respirar e até de ouvir;
  • otoplastia: correção da “orelha de abano” (é preciso ter, pelo menos, 5 anos de idade, para que a cartilagem já esteja estável para a operação);
  • rinoplastia: busca resolver problemas respiratórios, mexendo na estrutura do nariz (como no desvio de septo);
  • mamoplastia redutora: alivia a dor nas costas, ombros e pescoço e também facilita a respiração. Tudo isso graças à diminuição do peso do seio (que deve ficar proporcional ao corpo);

Mas se a cirurgia plástica tiver motivação exclusivamente estética, a idade se torna um critério importante. Apesar dos riscos dos procedimentos serem os mesmos para adolescentes e adultos, há diferenças em relação à:

  • maneira como os muito jovens lidam com a frustração (quando idealizam expectativas inalcançáveis);
  • falta de estrutura psicológica para encarar a mudança de imagem no espelho.

Por isso é preciso ter, pelo menos, 18 anos para ter maturidade para compreender os riscos além da operação. Em pacientes mais velhos, o comprometimento para seguir as orientações determinadas pelo cirurgião também é melhor.

Entre os procedimentos mais procurados no Brasil, há dois tipos que só podem ser feitos após a maioridade. São eles:

  • lipoaspiração: às vezes, indica-se consultar um psicólogo ou psiquiatra antes de marcar a cirurgia, para ter certeza de que o paciente não tem nenhum transtorno de imagem;
  • mamoplastia de aumento: nesse caso, o especialista que deve ser ouvido é o mastologista, para ver se houve estagnação do crescimento das glândulas mamárias.

Quais fatores determinam a possibilidade de fazer os procedimentos?

Para fazer a primeira cirurgia plástica estética, sem fins corretivos ou reparadores, é preciso que o desenvolvimento corporal esteja completo. Ao mesmo tempo, é necessário equilíbrio emocional para lidar com o resultado.

Além disso, deve-se ter disciplina e responsabilidade para cumprir as orientações médicas. Levar um familiar durante as consultas ajuda bastante na hora de seguir os cuidados no pré e pós-operatório.

Existe alternativa quando a idade não permite fazer a cirurgia?

Existem os chamados procedimentos minimamente invasivos, cuja as indicações são, predominantemente, no combate ao envelhecimento precoce da face e do pescoço. O chamado “botox preventivo”, por exemplo, é aplicado em pessoas já a partir de 18 anos, para evitar o aparecimento de linhas de expressão e rugas finas.

A escolha de uma ou de uma combinação de técnicas varia em função das características de cada paciente. A toxina botulínica pode ser usada sozinha ou associada a:

  • dermoabrasão;
  • laser;
  • peeling químico;
  • plasma rico em plaquetas;
  • preenchimento cutâneo.

Quais são os riscos de falta de cuidado em relação à cirurgia?

Os cuidados pré-operatórios têm a ver com o sucesso da cirurgia plástica. Por isso, precisam ser seguidos à risca. São orientações como:

  • ficar em jejum (de comida) por, no mínimo, 8 horas;
  • beber (água, chá ou suco natural coado), no máximo, até três horas antes da internação;
  • há 10 dias da cirurgia, não ingerir medicações que prejudiquem a coagulação (como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios, estimulantes e remédios para emagrecer);
  • se possível, não fumar por, pelo menos, 15 dias antes da cirurgia, para não prejudicar a cicatrização nem aumentar o risco de trombose e embolia pulmonar;
  • hidratar o corpo (beber bastante água, usar loções hidratantes, etc), para prevenir o aparecimento de estrias.

Em relação aos cuidados pós-operatórios, a preocupação continua. Do contrário, compromete-se o sucesso da cirurgia. São exemplos:

  • usar roupas fáceis de vestir e evitar movimentos que forcem a cicatriz;
  • alimentar-se bem (prepare e congele, com antecedência, marmitas saudáveis);
  • usar cinta, sutiã compressor ou outro acessório (caso seja necessário);
  • evitar tomar anticoagulantes pelas próximas 3 semanas;
  • não tomar anticoncepcional por 1 mês (sempre conversando com o ginecologista);
  • evitar se expor ao sol pelos próximos 2 meses;
  • não fumar ou beber pelas 5 semanas seguintes;
  • fazer drenagem linfática com um profissional especializado em pós-operatório;
  • dormir na posição indicada pelo médico;
  • não fazer atividades físicas por cerca de 3 meses;
  • ir às consultas de retorno, para conferir a evolução da cirurgia.

Para concluir, por maior que seja sua ansiedade, em hipótese nenhuma faça uma cirurgia plástica com alguém não certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Os noticiários estão repletos de casos de pessoas que ficaram com sequelas (ou perderam a vida) após se submeter a falsos médicos. Escolher um cirurgião de confiança, devidamente qualificado, é a melhor garantia de que o procedimento satisfará suas expectativas!

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